quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Parece até um dom. O de inovar. O de se transformar.
Do mesmo jeito que você apareceu, assim, do nada, você se foi.
E, também, do nada as coisas continuaram a acontecer.
Sabe o instinto da sobrevivência? Aquele das selvas?
Assim eu estou. No faro de cuidar de mim. E basta.
Não é só ir ao médico ou ao dentista para fazer exames de rotina.
Não é só cuidar do que já foi feito.
É me predispor a cuidar do meu futuro. Do meu presente.
Do meu sentimento e do meu caminho.
Sem ser egoísta, ou até sendo um pouco.
Preciso desse tempo pra mim. Mesmo que seja só hoje.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eu?

São 8h da madrugada. Meu celular toca.
- Alô?
- Alô!
- Quem fala?
- Fernanda. (tava dormindo ainda, nem pensei em perguntar quem era, já que número e voz não me eram familiares)
- Fernanda? Foi você que se cadastrou na rádio? (pensei: não me lembro de ter enviado CV de revisão pra alguma rádio...)
- Na rádio? Pra quê?
- Foi você que se cadastrou na rádio, pra marcar um encontro?
- Eu não!!!!!
- Ah não? Ah, porque se fosse, eu queria marcar um...
- Não, não fui eu não...
- Seu número é xxxx-xxxx?
- É sim (puts, quantas pessoas estariam , agora, com meu telefone??)
- Ah, tah, então tá bom. Desculpe. Tchau.
- Tudo bem. Tchau.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

(Texto feito em 07/09, mas somente agora possível de ser publicado,,,jejeje - por motivos técnicos)

Dá pra enteder porque, antigamente, as pessoas conversavam mais.

Feriado em casa, deitada há 4 dias no sofá e na cama, me recuperando. Tudo o que você quer é que comece a Sessão da Tarde. Quando ela finalmente começa, você se empolga com o filme, se diverte. E a luz acaba quando faltam 10m para terminar o filme.

Silêncio em casa e na rua. Fome na barriga. Começo a comer com a mamis à luz de velas - café com leite e torradas. Barulho do cream-cracker. Silêncio na sala.

Fiquei pensando na época da Sinhá Moça (é, também vi Vale a pena ver de novo), sem TV, sem rádio, sem internet, sem celular, e com muito tempo para gastar com a família, com a casa, com os afazeres simples do dia a dia.

Talvez a qualidade das conversas era melhor. Talvez as pessoas eram mais pacientes. Talvez fossem mais ansiosas. Mais, certamente, sabiam lidar com seu tempo, com as dificuldades que tinham. Davam seu jeito.

Em meio à penumbra, peguei meu celular e começamos a ouvir a rádio. Uma música dos Beatles levou minha mãe para alguma lembrança, já que seu olhar se perdeu na escuridão... E esse foi nosso diálogo, muito claro.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

100 anos de Sport Club Corinthians Paulista

Meu pai ficaria muito orgulhoso se estivesse por aqui. Aposto que ele sairia de casa com uma bandeira e com uma camisa do Biro Biro, ou do Sócrates, talvez. Ele falaria para todos, com muita alegria (o que eu acho engraçadíssimo), que se casou no ano em que o Timão foi campeão paulista, após o jejum dos 23 anos (em 1977) (detalhe: ele fez essa promessa à minha mãe: se o Corinthians for campeão, a gente se casa!kkkkkkkkkkkk). Talvez até se sentaria no sofá, naquele cantinho que ele tanto gostava, e escolheria algum canal para rever os vídeos de jogos fantásticos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A teimosia da vida

Tão claro e tão obscuro,
assim é você.
Tão louca e tão sensata,
assim sou eu.
O que poderia surgir disso?!

Vc me viu no ônibus e me chamou.
Eu atendi.

Vc me viu em minha casa.
Eu abri a porta pra vc.

Vc tirou meus óculos do rosto
tirou o amarrador de seus cabelos
tirou a armadura do castelo
tirou...
tirou......

e não deixou devolver nada.
Não se permitiu.
Não deu bola.
Não.
Não.
Não....

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nossa, saudade de escrever alguma coisa aqui.
Acho que a vida tá tão tranquila que me faltam palavras.
Devia ser o contrário. Será?

Decididamente, a maturidade faz um bem danado ao ser humano.
Porque, há alguns anos, eu estaria tão melancólica que seria um tédio.
E sei bem que isso decorre de tantas coisas já vividas que só umas velinhas
a mais no bolo podem corroborar.

Já que faltam alguns meses para os 31, estou fazendo exames de
rotina pra saber se está tudo bem.
Vou fazer inglês (até que enfim!) e vou fazer projeto pra entrar
na ECA.
Meu coração está quieto.
E feliz.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Zeca Baleiro - Quase nada

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
pra toda fome
que há no mundo

Noite alta que revele
um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada

(...)