Meu eu do dia a dia:
- Mor, tem salada de frutas na geladeira. Pega lá!
Meu eu beletrista:
- Meu raro encontro de almas gêmeas: em nosso refrigerador, encontram-se, devidamente e proporcionalmente lavados e cortados, algumas espécies de infrutescências comestíveis de seu agrado. Sinto-me no dever de alertá-lo quanto a sua existência e incentivá-lo a apropriar-se das mesmas para um momento de deleite culinário.
Desassossegada
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Um ano
Há um ano, a vida me dava bom dia com um enorme sorriso no rosto. Mas não era um sorriso amarelo, nem cheio de dentes. Era um sorriso de criança com 4 meses de idade, que está entendendo as coisas aos poucos... aquele sorriso sincero, gostoso, que dá vontade de morder.
É. Já passou um ano e nós estamos aqui, juntos, aprendendo diariamente que o amor é uma construção de um edifício que levará nosso jeito, terá nossos traços, será forte e nem pensará em desabar um dia.
Feliz mensagem aquela do dia 19/12/2010 perguntando se você queria ir ver um filme comigo!
Um ano de muita alegria. E que venham todos os demais. Junto a você, tá tudo bem.
É. Já passou um ano e nós estamos aqui, juntos, aprendendo diariamente que o amor é uma construção de um edifício que levará nosso jeito, terá nossos traços, será forte e nem pensará em desabar um dia.
Feliz mensagem aquela do dia 19/12/2010 perguntando se você queria ir ver um filme comigo!
Um ano de muita alegria. E que venham todos os demais. Junto a você, tá tudo bem.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
O feijão
Estava na minha marmita
numa sexta-feira qualquer
esperando uma garfada
Mas preferiu suicidar-se
pulando pro chão sujo
e, de lá, direto pro lixo
Era bonito, robusto, moreno
e alegraria meu estômago...
mas ele não me quis.
numa sexta-feira qualquer
esperando uma garfada
Mas preferiu suicidar-se
pulando pro chão sujo
e, de lá, direto pro lixo
Era bonito, robusto, moreno
e alegraria meu estômago...
mas ele não me quis.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Acho que a cobrança mais cruel que existe é a da ausência. Ela fica ali, te cutucando:
"você precisa ir ver a amiga fulana"
"precisa ir ver a tia tal"
"sair com a irmã, mãe, cunhada, irmão, cachorra, papagaio..."
E ela tem sua razão de existir. Afinal, construímos amizades sólidas e verdadeiras que queremos conservar para a vida inteira. Temos laços de irmandade mesmo com algumas pessoas que são queridas demais. A família te quer por perto.
E quem disse que EU não os quero também?
É tudo questão de adaptação. Quando há mudanças tão profundas (por exemplo, um casamento), não é do dia pra noite que aprendemos a lidar com tudo isso. Leva tempo.
Por exemplo: hoje, sábado, estou aqui, trabalhando. Tá um tempo chuvoso. Tenho roupa pra lavar, casa pra arrumar e comida pra fazer. Além, claro, de estar sempre linda, sempre cheirosa, e isso também requer minutos preciosos. O dia poderia ter umas 48h...
Sinto falta de muitas pessoas. Mas sei que as coisas vão se ajeitar. E, como diz a Dóris, "continue a nadar, continue a nadar..."
(esse texto não é uma justificativa, é apenas uma conversa comigo mesma...)
"você precisa ir ver a amiga fulana"
"precisa ir ver a tia tal"
"sair com a irmã, mãe, cunhada, irmão, cachorra, papagaio..."
E ela tem sua razão de existir. Afinal, construímos amizades sólidas e verdadeiras que queremos conservar para a vida inteira. Temos laços de irmandade mesmo com algumas pessoas que são queridas demais. A família te quer por perto.
E quem disse que EU não os quero também?
É tudo questão de adaptação. Quando há mudanças tão profundas (por exemplo, um casamento), não é do dia pra noite que aprendemos a lidar com tudo isso. Leva tempo.
Por exemplo: hoje, sábado, estou aqui, trabalhando. Tá um tempo chuvoso. Tenho roupa pra lavar, casa pra arrumar e comida pra fazer. Além, claro, de estar sempre linda, sempre cheirosa, e isso também requer minutos preciosos. O dia poderia ter umas 48h...
Sinto falta de muitas pessoas. Mas sei que as coisas vão se ajeitar. E, como diz a Dóris, "continue a nadar, continue a nadar..."
(esse texto não é uma justificativa, é apenas uma conversa comigo mesma...)
domingo, 20 de novembro de 2011
Acabei de ouvir na tv algo assim: "as pessoas realmente aprendem quando estão em momentos de dificuldade". Discordo em partes.
Desde que entrei em minha nova casa, junto com o amor da minha vida, uma escola foi implantada na varanda. Nós dois a inauguramos e a estamos dando forma todos os dias. E, graças a Deus, não estamos passando por turbulências. Pelo contrário.
Mas todos os dias nos damos conta de que paciência, tolerância, respeito e paz são ingredientes que, junto com o amor, promovem uma refeição/relação balanceada.
Já aprendi a fazer doce de banana, já assei carne, já fiz macarrão sem ter escorredor de macarrão e já comprei lata de milho verde sem ter um abridor de latas para abri-la. E já me dei conta de que quero mesmo que minha escola/casa seja a mais linda do mundo. E sinto que é.
(Força a todos e todas que estão iniciando esse caminho, àqueles que já estão há anos na estrada e àqueles que, por quaisquer que sejam os motivos, preferiram ficar só.)
Desde que entrei em minha nova casa, junto com o amor da minha vida, uma escola foi implantada na varanda. Nós dois a inauguramos e a estamos dando forma todos os dias. E, graças a Deus, não estamos passando por turbulências. Pelo contrário.
Mas todos os dias nos damos conta de que paciência, tolerância, respeito e paz são ingredientes que, junto com o amor, promovem uma refeição/relação balanceada.
Já aprendi a fazer doce de banana, já assei carne, já fiz macarrão sem ter escorredor de macarrão e já comprei lata de milho verde sem ter um abridor de latas para abri-la. E já me dei conta de que quero mesmo que minha escola/casa seja a mais linda do mundo. E sinto que é.
(Força a todos e todas que estão iniciando esse caminho, àqueles que já estão há anos na estrada e àqueles que, por quaisquer que sejam os motivos, preferiram ficar só.)
domingo, 14 de agosto de 2011
Quero
Quero que todo cidadão, independente da idade, da cor, do credo, e que qualquer outra coisa, sinta ao menos um pouco da felicidade em que me encontro.
Quero que a alegria de estar com você crie energia suficiente para motivar aquele que está tristonho a sair da cama e procurar a luz do sol.
Quero que nossa cumplicidade, aquela dos momentos mais nossos, reverbere nos corações dos que estão por perto e no Japão.
Quero você. Quero nós dois. Quero o infinito.
Quero que a alegria de estar com você crie energia suficiente para motivar aquele que está tristonho a sair da cama e procurar a luz do sol.
Quero que nossa cumplicidade, aquela dos momentos mais nossos, reverbere nos corações dos que estão por perto e no Japão.
Quero você. Quero nós dois. Quero o infinito.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Quase sem querer
"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso
E ainda estou confuso, só que agora é diferente
Estou tão tranquilo e tão contente
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo mundo
Que eu não precisava provar nada pra ninguém
(...)"
Se você, como eu, sabe de cor esta letra e consegue ouvir a voz do Renato junto dela, provavelmente teve sua infância/adolescência nos anos 1980/1990. Hoje ouvi no rádio a Maria Gadú cantando-a, e já a conheço também na voz da Zélia Duncan (aliás, muito boa versão dela). Talvez haja outras. Enfim.
Fiquei pensando no trecho "provar pra todo mundo/que eu não precisava provar nada pra ninguém" e nas chances desperdiçadas na nossa vida para provar isso. Aliás, como perdemos, às vezes, quando queremos provar qualquer coisa. Bater o pé sem raciocinar. Elevar a voz e perder a razão, tudo para provar que é mais capaz, que é melhor que o outro.
E, assim, "quase sem querer" a gente perde tempo e perde vida. Melhor é estar "tranquilo e contente".
(Nem sei pq escrevi isso hoje. Ouvi a música no rádio e fiquei cantarolando no meio da rua. Só pensei que não queria mais desperdiçar nada na minha vida.)
E ainda estou confuso, só que agora é diferente
Estou tão tranquilo e tão contente
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo mundo
Que eu não precisava provar nada pra ninguém
(...)"
Se você, como eu, sabe de cor esta letra e consegue ouvir a voz do Renato junto dela, provavelmente teve sua infância/adolescência nos anos 1980/1990. Hoje ouvi no rádio a Maria Gadú cantando-a, e já a conheço também na voz da Zélia Duncan (aliás, muito boa versão dela). Talvez haja outras. Enfim.
Fiquei pensando no trecho "provar pra todo mundo/que eu não precisava provar nada pra ninguém" e nas chances desperdiçadas na nossa vida para provar isso. Aliás, como perdemos, às vezes, quando queremos provar qualquer coisa. Bater o pé sem raciocinar. Elevar a voz e perder a razão, tudo para provar que é mais capaz, que é melhor que o outro.
E, assim, "quase sem querer" a gente perde tempo e perde vida. Melhor é estar "tranquilo e contente".
(Nem sei pq escrevi isso hoje. Ouvi a música no rádio e fiquei cantarolando no meio da rua. Só pensei que não queria mais desperdiçar nada na minha vida.)
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