domingo, 27 de maio de 2012

Você e eu

Querer bem.
Bem-querer.
Sentir-se acompanhado e à vontade.
Receber o amparo e a verdade.
Simples.
Requintado, e não requentado.
Sem ângulo para acertar o canto esquerdo do gol, e acertar.
Medir a temperatura, temperar o sossego, sossegar a alma.
E cantar. E planejar. E realizar. E viver.
Bem-viver.
Viver bem.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A felicidade pode ser medida. Calculada, mensurada. Pode ser percebida, vislumbrada.
Ontem, enquanto transitava pela casa, Maurice ouviu um canto no chuveiro. Era de Bruno, seu filho de oito anos, que acabava de chegar da escola com uma grata surpresa: havia tirado nota dez na prova de matemática. Ela deu um sorriso do lado de fora do banheiro, tão alegre quanto o menino.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Bilhetinho na geladeira

Meu eu do dia a dia:
- Mor, tem salada de frutas na geladeira. Pega lá!

Meu eu beletrista:
- Meu raro encontro de almas gêmeas: em nosso refrigerador, encontram-se, devidamente e proporcionalmente lavados e cortados, algumas espécies de infrutescências comestíveis de seu agrado. Sinto-me no dever de alertá-lo quanto a sua existência e incentivá-lo a apropriar-se das mesmas para um momento de deleite culinário.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um ano

Há um ano, a vida me dava bom dia com um enorme sorriso no rosto. Mas não era um sorriso amarelo, nem cheio de dentes. Era um sorriso de criança com 4 meses de idade, que está entendendo as coisas aos poucos... aquele sorriso sincero, gostoso, que dá vontade de morder.

É. Já passou um ano e nós estamos aqui, juntos, aprendendo diariamente que o amor é uma construção de um edifício que levará nosso jeito, terá nossos traços, será forte e nem pensará em desabar um dia.

Feliz mensagem aquela do dia 19/12/2010 perguntando se você queria ir ver um filme comigo!

Um ano de muita alegria. E que venham todos os demais. Junto a você, tá tudo bem.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O feijão

Estava na minha marmita
numa sexta-feira qualquer
esperando uma garfada

Mas preferiu suicidar-se
pulando pro chão sujo
e, de lá, direto pro lixo

Era bonito, robusto, moreno
e alegraria meu estômago...
mas ele não me quis.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Acho que a cobrança mais cruel que existe é a da ausência. Ela fica ali, te cutucando:
"você precisa ir ver a amiga fulana"
"precisa ir ver a tia tal"
"sair com a irmã, mãe, cunhada, irmão, cachorra, papagaio..."

E ela tem sua razão de existir. Afinal, construímos amizades sólidas e verdadeiras que queremos conservar para a vida inteira. Temos laços de irmandade mesmo com algumas pessoas que são queridas demais. A família te quer por perto.

E quem disse que EU não os quero também?

É tudo questão de adaptação. Quando há mudanças tão profundas (por exemplo, um casamento), não é do dia pra noite que aprendemos a lidar com tudo isso. Leva tempo.

Por exemplo: hoje, sábado, estou aqui, trabalhando. Tá um tempo chuvoso. Tenho roupa pra lavar, casa pra arrumar e comida pra fazer. Além, claro, de estar sempre linda, sempre cheirosa, e isso também requer minutos preciosos. O dia poderia ter umas 48h...

Sinto falta de muitas pessoas. Mas sei que as coisas vão se ajeitar. E, como diz a Dóris, "continue a nadar, continue a nadar..."

(esse texto não é uma justificativa, é apenas uma conversa comigo mesma...)

domingo, 20 de novembro de 2011

Acabei de ouvir na tv algo assim: "as pessoas realmente aprendem quando estão em momentos de dificuldade". Discordo em partes.

Desde que entrei em minha nova casa, junto com o amor da minha vida, uma escola foi implantada na varanda. Nós dois a inauguramos e a estamos dando forma todos os dias. E, graças a Deus, não estamos passando por turbulências. Pelo contrário.

Mas todos os dias nos damos conta de que paciência, tolerância, respeito e paz são ingredientes que, junto com o amor, promovem uma refeição/relação balanceada.

Já aprendi a fazer doce de banana, já assei carne, já fiz macarrão sem ter escorredor de macarrão e já comprei lata de milho verde sem ter um abridor de latas para abri-la. E já me dei conta de que quero mesmo que minha escola/casa seja a mais linda do mundo. E sinto que é.


(Força a todos e todas que estão iniciando esse caminho, àqueles que já estão há anos na estrada e àqueles que, por quaisquer que sejam os motivos, preferiram ficar só.)